ICBAS - Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar
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Exposição de Fotografia ‘Perspetiva(s) sobre Uma Saúde’

Patente de junho a dezembro de 2022 em vários locais da Cidade do Porto

No próximo dia 01 de junho inaugura, na Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva | Museu de História Natural e da Ciência da U. Porto, a exposição itinerante ‘Perspetiva(s) sobre Uma Saúde’. Esta é uma seleção de 20 imagens, que retratam a visão integrada da Saúde que o ICBAS tem vindo a promover, resultado do concurso de fotografia homónimo que decorreu nos meses de março e abril.

Do concurso de fotografia ‘Perspetiva(s) sobre Uma Saúde’, que pretendeu promover a divulgação do conceito na comunidade académica U. Porto, foram recebidas cerca de 250 imagens. Destas, o ICBAS, juntamente com o Instituto Português de Fotografia (IPF), parceiro neste projeto, selecionaram 20 fotografias para uma exposição itinerante que passará em vários locais da cidade do Porto:

  1. De 02 de junho a 03 de julho – Galeria da Biodiversidade
  2. Julho a setembro – ICBAS
  3. Outubro – Centro Português de Fotografia (CPF)
  4. Novembro – Metro do Porto
  5. Dezembro – Círculo Universitário do Porto.

Esta exposição constitui uma oportunidade para promover uma reflexão conjunta sobre o conceito Uma Saúde, bem como alertar a sociedade civil para o impacto que todos temos na saúde humana, animal e do ambiente.

exposição ‘Perspetiva(s) sobre Uma Saúde’ pode ser visitada, entre 2 de junho e 3 de julho, de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, na Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva | Museu de História Natural e da Ciência da U. Porto (Rua do Campo Alegre 1191, 4150-181 Porto).

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Investigação

Projeto BeachSafe: Uma praia microbiologicamente segura é realmente segura?

Na Europa, a qualidade das águas balneares é regulamentada por uma diretiva (de 2005) através de dois indicadores bacterianos: Escherichia coli e enterococos intestinais, sinais de contaminação fecal. No entanto, as alterações climáticas em curso promovem o surgimento de outras bactérias patogénicas não relacionadas com o esgoto. Entre eles, os vibrios, microrganismos aquáticos onipresentes, responsáveis por várias doenças humanas, como cólera, septicemia ou hemorragia.

No âmbito do projeto BeachSafe, um estudo realizado pelo Laboratório de Hidrobiologia e Ecologia do ICBAS, que analisou a água de 10 praias costeiras populares do Norte de Portugal, revelou que a maioria apresenta baixos níveis de contaminação fecal, mas elevado número de diferentes espécies de vibrios, especialmente durante a época balnear de verão.

Na prática, tal significa que os banhistas são expostos a bactérias patogénicas emergentes não rastreadas durante as pesquisas oficiais de rotina sobre a qualidade das águas balneares. Na origem destes resultados, parecem estar as alterações climáticas e descargas de águas residuais deficientemente tratadas que ajudam a propagar estas bactérias.

Neste momento, os riscos para as pessoas são ainda pouco conhecidos e o projeto está a trabalhar no sentido de averiguar as suas implicações.

Para saber mais:

Descrição do projeto BeachSafe
– Dinámicas da bactéria Vibrio em águas balneares e o risco associado à saúde humana

Contacto: Professor Adriano A. Bordalo (bordalo@icbas.up.pt)

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Investigação

Aquacultura sustentável e dietas funcionais para peixes

A aquacultura é o setor da produção animal com maior crescimento global, contribuindo já com mais de 50% do pescado consumido a nível mundial. Este crescimento vai continuar devido às limitações da captura de espécies selvagens e ao aumento da população mundial e consequente aumento da procura.

Portugal já importa cerca de 2/3 do pescado que consome, o que representa um desequilíbrio na balança comercial superior a 600 milhões €/ano. Este desequilíbrio apenas poderá ser ultrapassado através do desenvolvimento sustentado e sustentável da aquacultura. É nesse sentido que surge a visão europeia para o Desenvolvimento Sustentável da Aquacultura, que assenta na promoção da competitividade através de metodologias inovadoras ambientalmente sustentáveis, tendo em conta o bem-estar e a saúde animal, e a perspetiva do consumidor.

Em Portugal, assim como na Europa, produzem-se essencialmente espécies marinhas e maioritariamente carnívoras. No território nacional, as principais são pregado, dourada, truta, robalo e linguado. A produção destas espécies implica conhecer os requisitos nutricionais de cada uma delas de forma a garantir um crescimento excelente, otimizando a saúde e o bem-estar animal.

As dietas existentes no mercado são desenhadas de forma particular para cada espécie e estas formulações obedecem a regras bem definidas e regulamentadas. Todo o processo é rastreado de modo a garantir a segurança do consumidor. Da mesma forma, o valor nutricional de cada peixe depende destas dietas, sendo por isso importante garantir que estas cumprem com os mais elevados requisitos de qualidade.

O Laboratório de Nutrição, Crescimento e Qualidade do Peixe do CIIMAR, liderado por uma Professora do ICBAS, trabalha para otimizar e avaliar práticas de produção sustentáveis em aquacultura e melhorar a qualidade, segurança e bem-estar dos peixes. Elabora também dietas funcionais para estes animais, desenhadas para promover a sua saúde e valor nutricional, de forma a responder às crescentes exigências do consumidor.

 

Para saber mais:

– Nutrição e alimentação de Peixes
– Processamento físico ou suplementação de alimentos para melhorar a utilização de Gracilaria gracilis pelo robalo Europeu juvenil (Dicentrarchus labrax)
– Valor nutricional de diferentes farinhas de larvas de insetos como fontes de proteína para juvenis de robalo europeu (Dicentrarchus labrax)

Contacto: Professora Luísa Valente (lvalente@icbas.up.pt)

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Investigação

Projeto Vet-OncoNet: Uma Oncologia, Uma Saúde

Muitos dos tumores em animais de companhia são comparáveis aos tumores humanos e podem servir-lhe como modelo em estudos epidemiológicos e ensaios clínicos.

Nestes últimos, os animais de companhia estão melhor posicionados do que os modelos animais, como os ratinhos de laboratório, porque além de estarem expostos a fatores de risco ambientais semelhantes, desenvolvem as neoplasias de forma espontânea e mais rápida, o que favorece os resultados clínicos. No futuro, espera-se que possam vir a ser usados como sentinelas para ambientes de risco para humanos, possibilitando a adoção de medidas preventivas adequadas à saúde humana e ambiental.

A Vet-OncoNet é uma rede de partilha de informação de tumores de animais de companhia e investigação de fatores de risco. Esta plataforma é uma iniciativa do ICBAS e do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), enquadrada nas políticas Uma Saúde destas instituições. Envolve investigadores dos departamentos de Estudo de Populações, Clínicas Veterinárias, Patologia e Imunologia Molecular do ICBAS e o Departamento de Saúde Pública Veterinária (ISPUP). A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), associou-se a esta iniciativa, tornando-se Instituição cofundadora da Rede Vet-OncoNet. Criada sobre os pilares do conceito e visão Uma Saúde, visa contribuir para o progresso na prevenção e na terapêutica em oncologia animal e humana. Estas beneficiam mutuamente desta abordagem conjunta e partilha de conhecimento entre cientistas das diversas áreas.

Inserida neste contexto académico-científico, a missão da Vet-OncoNet é desenvolver atividade científica, de ensino, divulgação e comunicação de informação credível no domínio da Oncologia Animal.

Para saber mais:

Vet-Onconet: Rede de partilha de informação de neoplasias de animais de companhia e investigação de factores de riscos

Contacto: Professor João Niza Ribeiro (jjribeiro@icbas.up.pt)

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Investigação

Prevenção do atraso físico e mental através da ingestão de iodo

Os seres humanos e outros animais requerem a ingestão de uma certa quantidade de iodo, um nutriente necessário para o funcionamento regular da tiroide, uma glândula que regula o metabolismo do corpo.

Alimentos e, eventualmente, água, e respirar o ar costeiro rico em iodo são as fontes naturais deste nutriente. Peixe, lacticínios e algas costumavam ser suficientes para cobrir as nossas necessidades. No entanto, o novo paradigma nutricional no mundo desenvolvido favorece a ingestão de alimentos pobres em iodo. A deficiência de iodo, principalmente durante a gravidez e nos primeiros anos de vida, pode comprometer o desenvolvimento físico e mental das crianças.

A iodização do sal é a maneira mais barata, sustentável e universal de lidar com o problema durante a nossa vida. O processo começou há um século na Suíça. Na Europa Ocidental, o uso obrigatório não é generalizado e a deficiência pode atingir níveis preocupantes. Em África, devido à contribuição da Comunidade Internacional, os alunos são regularmente complementados. A maneira de verificar os níveis de iodo é por meio da análise de urina. No entanto, níveis baixos ou altos de iodo levam à mesma doença – bócio. Portanto, a ingestão diária correta por crianças e adultos, incluindo mulheres grávidas, é imprescindível para resolver a deficiência de iodo em todo o mundo.

O Laboratório de Hidrobiologia e Ecologia do ICBAS avalia, na Guiné-Bissau (e não só), a suficiência de iodo em urina humana através de um método certificado para o efeito. Este trabalho é essencial para identificar a carência de iodo e lidar com as consequências da mesma.

Para saber mais:

– Bócio endémico e deficiência de iodo em crianças em idade escolar na Guiné-Bissau
– O sal marinho não fortificado pode cobrir às necessidades humanas de iodo?

Contacto: Professor Adriano A. Bordalo (bordalo@icbas.up.pt)

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Investigação

Cólera: A pandemia esquecida

Durante vários milénios, a cólera – uma doença diarreica aguda que pode levar à morte em poucos dias se não for tratada – devastou o subcontinente indiano. Vasco da Gama, o conhecido navegador português, morreu de cólera no sul da Índia no século XVI.

A cólera continua ativa hoje em quatro continentes, com especial incidência em África. A doença vai já na 7ª pandemia, que se estende desde 1960. Na Europa, a última epidemia ocorreu em Portugal em 1974, onde infetou quase 2 mil e 500 cidadãos e matou 48.

Água e alimentos contaminados são a principal fonte do agente da cólera – um vibrio (bactéria) onipresente nas águas costeiras. Uma vez ingerida em dose suficiente, a bactéria é capaz de escapar da barreira de ácido do estômago e colonizar o intestino. Se as toxinas forem produzidas, uma pessoa pode perder até 20 litros de líquidos internos por diarreia aquosa. Se estes líquidos não forem substituídos, o paciente morre. O tratamento é particularmente barato, por meio da reposição de eletrólitos através da administração de uma solução de reidratação oral, uma mistura de açúcar e sais e, eventualmente, antibióticos comuns.

A falta de água potável, saneamento, higiene e os cuidados de saúde precários em todo o mundo favorecem a propagação da doença. A batalha pela erradicação está longe de ser concretizada, um fardo adicional para os mais pobres entre os pobres. O Laboratório de Hidrobiologia e Ecologia do ICBAS estuda as condições de acesso a água (qualidade e microbiologia) da população na Guiné-Bissau, analisa a relação entre o consumo de água e o aparecimento de doença, e identifica as possíveis causas da contaminação deste precioso líquido.

Para saber mais:

Sacos de água como potencial veículo de transmissão de doenças na capital da África Ocidental, Bissau
Análise da composição bacteriana na água ácida de poço usada para beber na Guiné-Bissau, África Ocidental

Contacto: Professor Adriano A. Bordalo (bordalo@icbas.up.pt)

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